Data: Quinta, 25/08/2011
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Artigos
Promiscuidade partidária

Não tenho a intenção de apontar quem tem protagonizado cenas explícitas de promiscuidade partidária. Aliás, é mais diplomático usar o termo “infidelidade partidária”. Não seria inteligente me indispor com minhas fontes, a menos que seu comportamento implicasse diretamente em desvio de dinheiro público ou ilicitudes que acarretassem outros prejuízos para a sociedade. Os olhos do eleitor estão bem abertos para registrar o troca-troca e não preciso ser eu a encarnar o papel de delatora dos promíscuos. Até porque os fatos sobre a “migração” de partido são noticiados diariamente pelos veículos de comunicação, entre eles o Política Hoje

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Você Leitor

"Na época da ARENA, PDS e depois foi PFL sempre foi assim: um prefeito se elegia por um partido de oposição e no dia da posse aderia ao partido do governo. Em 2004 o PFL elegeu 153 prefeitos na Bahia, dois anos após já contava com 165 gestores(as) prefeitos do PV, PSB, PDT aderiram. Agora em 2011 os prefeitos do DEM, PSDB, PMDB ou aderem ao PT ou vão para partidos aliados, socialmente e economicamente evoluímos, mas a mentalidade da maioria dos nossos políticos partidários ainda não saiu do Século XIX, por estas e outras razões é que a Reforma Política após 16 anos de debates ainda não saiu do papel. Por que o prazo de filiação não passa para dois anos e seis meses e não 12 meses para disputar uma eleição?A maioria não quer, pois o que eles querem é que a infidelidade partidária continue, a imoralidade, o pula-pula e o adesismo imediatista".  - Comentário de Joaquim Amancio de Carvalho Filho sobre a notícia  Aleluia minimiza baixas no DEM e aposta: "o cidadão vai rejeitar os adesistas"

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A conversa que o governador não teve
10/08/2011 19:24

Foto: Manu Dias (Agecom)

 

 

Por Bárbara Souza * 

 

No último domingo (07), cerca de 500 pessoas marcharam pacificamente da Avenida Garibaldi até o Palácio de Ondina. Mais do que manifestar publicamente seu pedido de paz, elas queriam fazer um apelo diretamente ao governador da Bahia por melhorias na segurança pública. Mas Jaques Wagner não atendeu os manifestantes. O secretário de Comunicação do Estado, Robinson Almeida, explicou o motivo: o encontro não havia sido agendado.

 

A justificativa pode ser considerada plausível se levarmos em conta que abrir uma exceção na agenda do governador criaria um precedente perigoso para ele. Afinal, outros movimentos que reunissem igual ou maior número de participantes poderiam acorrer para o Palácio de Ondina sucessivos domingos e isso iria gerar um transtorno institucional para o chefe do Executivo estadual.

 

Sempre que um segmento da população estivesse insatisfeito com uma situação de qualquer natureza e se organizasse para bater à porta de Jaques Wagner, ele seria cobrado a receber os manifestantes. Assim como haveria sempre alguém a exigir isonomia no tratamento dispensado aos participantes de manifestações populares, usando como exemplo o caso da Caminhada pela Paz do último domingo.

 

Até aqui, entende-se a decisão do governador de não receber o grupo que caminhou até o Palácio de Ondina. Entretanto, a análise do fato isoladamente não é a única, tampouco a melhor maneira de avaliar a atitude do governador.

 

Ora, apesar das notícias alvissareiras divulgadas recentemente pela SSP sobre a redução do número de homicídios em Salvador, a frequência com que cidadãos de bem vêm sendo assassinados e roubados na cidade e a brutalidade que tem predominado nas ações dos criminosos estão deixando os soteropolitanos aterrorizados.

 

E se existe uma área da administração estadual que há mais de quatro anos não consegue corresponder às expectativas da população, essa área responde pelo nome de segurança pública. Há um empenho do governo para mudar esse quadro assustador de violência na capital? Não se pode negar. Mas o fato é que os resultados práticos não estão melhorando em quase nada o estado de constante sobressalto e insegurança em que vivem os soteropolitanos.

 

Precisamente por essa razão, pesava sobre os ombros do homem que foi eleito governador com mais de 63% dos votos a responsabilidade moral e democrática de ouvir o que tinham a dizer os cidadãos que foram ao seu encontro no domingo passado. Ninguém pretendia acampar na área externa do Palácio de Ondina nem esperava receber 600 quilos de carne do governo.

 

Os manifestantes que começaram a caminhada com o bordão “Governador cadê você? Eu vim aqui só para te ver” foram claros sobre o motivo que lhes levou ao Palácio de Ondina: “Governador cadê você? Eu vim aqui para não morrer”. Infelizmente, a realidade da violência em Salvador elimina qualquer chance de interpretar a frase apenas como uma metáfora. As pessoas estavam ali porque, efetivamente, têm medo de perder a vida. Parece razoável afirmar que o mínimo que o governador poderia fazer era dar atenção àquelas pessoas.

 

Mas a reunião não estava agendada. Wagner não apareceu sequer na janela, como esperava Lúcia Perrone, a mãe do baterista da banda Estakazero, Paulo César Perrone, baleado na cabeça durante um assalto no último dia 19. Desde então, filho de dona Lúcia está internado. A violência entrou na vida de Paulo César Perrone sem marcar horário e mudou radicalmente a agenda do músico. 

 

Bárbara Souza é jornalista e editora-chefe do Política Hoje. 



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Coluna
Política tem Graça - 16/08/2011

A coluna Política tem Graça está de volta, depois de um mês sem dar o ar da graça, com o perdão pela redundância. Um mês? Pois é, o tempo passa rápido. Está aí o metrô mais comentado pelo anedotário nacional que não nos deixa mentir. Por Bárbara Souza

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