Data: Segunda, 10/10/2011
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Entrevista
“Nós que somos radialistas temos todas as condições de gerir uma cidade como Salvador”

Nessa entrevista ao Política Hoje, o pré-candidato do PRB à Prefeitura de Salvador, o deputado Márcio Marinho fala sobre seus projetos na Câmara Federal, se posiciona contra a criação da CSS (a neo-CPMF) e, como bom aliado do PT, avalia diplomaticamente o governo Wagner. Assim como outros pré-candidatos de partidos da base aliada ao governo de Jaques Wagner, Marinho também garante que sua candidatura é “pra valer”. Por Amanda Barboza.

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“Não vai ter um salvador de Salvador”
30/09/2011 00:07

 

Por Bárbara Souza

Mário Kertész recebeu a reportagem do Política Hoje em seu amplo gabinete na Rádio Metrópole. Ao contrário do conhecido tom visceral presente em seus comentários, por vezes tão contundente que poderia inspirar receio sobre a reação do radialista a uma pergunta que eventualmente lhe soasse inoportuna, é a cordialidade a primeira característica de Kertész apresentada à equipe do PH. Com expressão serena e sorriso amigável, ele nos convida a sentar. Como bom cavalheiro, aguarda que as jornalistas Bárbara Souza e Maiana Marques o façam para depois tomar assento. Está implícito que a conversa deve ser breve - ele precisa estar no estúdio da rádio dali a instantes. Mas o entrevistado não dá o mais remoto sinal de pressa. Otimiza o tempo do bate-papo com respostas concisas, porém completas. O ex-prefeito de Salvador e recém-filiado ao PMDB, Mário Kertész fala sobre como e por que decidiu voltar ao “jogo político”, revela o que lhe atrai na ideia de assumir um terceiro mandato na Prefeitura e é taxativo sobre a possibilidade de vitória da oposição em 2012: “se a oposição não se unir, perde”. Se Kertész será o candidato da oposição à Prefeitura de Salvador? Bem, essa é outra história.

Política Hoje Não poderia começar essa entrevista sem comentar a declaração do jornalista Fernando Morais ontem (27), de que voltará a Salvador para trabalhar na sua campanha a prefeito da cidade...Vai ter campanha de Mário Kertész?

Mário Kertész – Olha, eu acho que é muito precipitado a gente falar isso. Como tenho dito aí, eu não vou entrar numa aventura. Não tenho nem mais idade nem vontade de ser um aventureiro. Quando a gente é jovem, a gente faz umas aventuras, umas dão certo e outras não dão. Primeiro, eu não tenho nenhuma agonia para resolver isso. Segundo que isso é um processo: ou se constrói um consenso, uma unidade de determinadas forças aqui, ou então não tem por que ter nenhuma candidatura. Será só uma encenação, um jogo político, e eu não vou entrar nisso. Então, eu acho que isso ainda vai depender de muitas coisas para eu poder falar se seria ou não candidato. Eu estou sendo absolutamente sincero. Tem que haver uma unidade de determinadas forças políticas e tem que haver também um projeto para Salvador, ou seja, o que é que é Salvador? O que é que se espera para Salvador? Qual o futuro de Salvador? Porque a gente não pode ficar a vida toda falando 'ah, não tem recursos, a cidade é pobre'...Não adianta...Enfim, a gente vai viver de qualquer jeito, não vai?

Política Hoje - Em seu blog, o senhor afirmou que a filiação ao PMDB “quer dizer, apenas”, que o senhor não quer “ficar assistindo às eleições da arquibancada”. Se não for candidato a prefeito, como pretende colaborar com o prefeito, caso ele seja da oposição?

Kertész  Eu pretendo colaborar de várias maneiras. Eu posso entrar no jogo político e sair com uma candidatura a vereador, a vice-prefeito, para eleger uma bancada importante da cidade. Ou posso ficar apenas ajudando a se fazer esse projeto de Salvador e ajudar a ele ser viabilizado com as forças que eu tenho – poucas, mas as que eu tenho. Com os meios de comunicação, com as pessoas que eu conheço, com as articulações...

Política Hoje – Já ouvi em ambientes distintos um comentário do tipo “o receio é que a gente perca um grande radialista e ganhe um prefeito que não seja tão bom”...

Kertész (risos) Pois é...esse efeito é possível...Quem sabe, né? Pode chegar numa prefeitura e ser um fracasso...tudo é possível.

Política Hoje - O que mais pesou na sua decisão de se filiar ao PMDB: a insistência do partido, sua família, seus ouvintes ou o senhor decidiu sozinho?

Kertész  Primeiro, quando começou a se falar disso – e quem começou a falar sobre isso foram Geddel e Lúcio Vieira Lima - para mim foi uma surpresa. Eu realmente não pensava, não pensei em voltar à política partidária de jeito nenhum. Porque, como o nome diz, é partidária. E eu aqui no meu trabalho, nesses 17 anos de radialista, procurei abrir a todo tipo de opinião, todo tipo de comentarista, o público se manifesta à vontade sem nenhum tipo de censura, então isso me pareceu uma coisa que, assim, eu não deveria fazer e eu não quis fazer esse tempo todo. Mas agora que eu senti que estava num momento que seria importante tentar ajudar a cidade nesse momento que a gente está vivendo. E, para fazer isso, eu deveria estar podendo participar do jogo político de alguma forma. E foi isso que me motivou...e foi o chamado do PMDB, que foi inclusive o partido pelo qual eu me elegi prefeito em 85.

Política Hoje – Ser prefeito de Salvador pela terceira vez: o que atrai e o que repulsa nessa ideia? Com diz a canção: “o que é ameaça e o que é promessa”?

Kertész Do ponto de vista de vaidade, de dizer 'ah, fui a terceira vez prefeito'...Zero. Quanto a isso meu ego está muito tranquilo, muito satisfeito com o que eu faço, com as coisas que a gente consegue fazer. Ontem, por exemplo, no segundo evento do MK Entrevista, foi muito bom...O pessoal – Fernando Morais, Afonso Romano Santana, Bob Fernandes – essa capacidade de trazer essas pessoas e conversar com pessoas do Brasil todo...isso é uma maravilha! Agora, do ponto de vista do ego: zero. O que me atrai e pode me atrair, poderia me atrair ou poderá me atrair é a possibilidade de ajudar Salvador a sair do buraco em que se encontra. Ajudar, ser uma das peças. Porque não vai ter um salvador de Salvador. Isso não vai existir. Ou se tem um conjunto de forças trabalhando pela cidade e liderado por uma pessoa que tenha condições de ser líder realmente nesse processo político ou administrativo, ou então nós vamos ficar numa conversinha, sabe?, passar mais quatro ou oito anos com bolodório.

Política Hoje – O presidente estadual do PMDB Lúcio Vieira Lima disse que Mário Kertész é “um nome de consenso” no partido. O senhor também é apontado por muitos como o único nome capaz de desestabilizar as eleições de 2012. Essa expectativa elevada não seria um obstáculo, digo, um fator que poderia contribuir para a que a população se frustrasse com um eventual governo seu, justamente por causa do alto nível de expectativa?

Kertész Não, não, não, não acho que não. Acho ao contrário. Essa expectativa será uma responsabilidade a mais para quem for prefeito – se fosse o caso de eu vir a ser prefeito, seria uma responsabilidade enorme (enfático) de usar essa expectativa para ajudar a cidade a sair do buraco em que se encontra. A população, inclusive, voltar a se orgulhar de Salvador, dizer assim: 'essa cidade tem jeito, eu amo Salvador, Salvador vai voltar a ser uma cidade que brilha (!)'....Porque hoje ela está opaca, sem luz.

Política Hoje - Financiamento de campanha: em caso de uma eventual candidatura, quem serão os prováveis financiadores?

Kertész As pessoas que acreditem na campanha, sob diversos aspectos: os que acreditem que eu seria um bom prefeito e que queiram me ajudar..São empresários, são pessoas físicas, enfim...

Política Hoje – Teria um critério ou um conjunto de critérios para aceitar as doações?

Kertész O critério é você deixar bem claro que a colaboração de campanha não pressupõe um retorno superior àquilo que foi dado. Porque às vezes tem aquele caso que o sujeito diz: vou lhe dar isso aqui, mas você vai ter que me repagar, não só me devolver de alguma forma, como fazer eu ganhar...Isso não existe, né?

Política Hoje – Como é possível dar uma contrapartida em um caso desse, de doação, sem descambar para beneficiar...

Kertész Não existe, né? Eu uma vez que fui prefeito, inclusive eleito, que tive algumas colaborações – na época, uma campanha era muito mais barata, infinitamente mais barata – foram pessoas que colaboravam porque acreditavam e eu nunca me preocupei em dar uma contrapartida.

Política Hoje – Nem houve nenhum pedido?

Kertész Não, também não. Inclusive uma das pessoas que me ajudou – e isso é uma coisa muito fantástica – e que me chamou no Rio de Janeiro para me ajudar na minha campanha – foi o primeiro (!) – chama-se doutor Antonio Balbino, que foi governador da Bahia, senador, ministro várias vezes, além de um grande empresário. Eu conheci ele através de Antonio Carlos Magalhães e fizemos uma grande amizade. Ele morava no Rio e eu ia muito almoçar com ele. Um dia ele me chamou para ir ao Rio, disse “Mário, venha cá que eu preciso conversar com você”. Eu saí daqui de Salvador só para conversar com ele. Chegando lá ele pegou um cheque e me deu: “tá aqui para sua campanha. Para o mês, você mande buscar a mesma quantia e no outro mês, de novo”. Era uma quantia bastante razoável. E foi aquilo que me deu ânimo, inclusive, pensei: puxa é possível, eu vou ter ajuda. Quando eu fui eleito, eu voltei ao Rio. ‘Doutor Balbino, eu fui eleito. Queria saber se o senhor quer alguma coisa, quer indicar alguém, tem algum interesse’. [Balbino disse] “Nada, não quero nada. Dei o dinheiro porque acredito em você”. E nunca me pediu rigorosamente nada. Pois é, é um exemplo de uma pessoa.

Política Hoje – Teve algum doador que teve um comportamento diferente do dele?

Kertész Não, ninguém.

 

Política Hoje – Em entrevista ao Política Hoje, o senhor disse que “uma aliança PMDB-PSDB seria ideal” e que “tudo indica”, ACM Neto será candidato. Num cenário como este, com Neto e um candidato da aliança PMDB-PSDB, qual deles teria mais chance de vencer a eleição?

Kertész A minha visão aí é um pouco catastrófica: acho que se a oposição não se unir, perde. Perde porque o PT, o partido é forte, tem o ex-presidente Lula, tem a Dilma, o governador que - apesar de ele não tratar Salvador como deveria – tem força aqui também...e a própria máquina. Pelegrino está buscando muito o apoio de João Henrique...Então, eu acho que se a oposição não for unida pode logo dar bye-bye antes de começar o jogo.

Política Hoje – Os partidos da base governista não estão, em princípio, unidos em torno de Pelegrino, já que estão lançando seus pré-candidatos. Tem Marcos Medrado, pelo PDT, Alice Portugal (PCdoB)...

Kertész Se não houver uma aliança das oposições, o governo pode vir um pouquinho...Alice sai [candidata] e Pelegrino também. Agora, se a oposição se unir, eles vão se unir também.

 

Política Hoje – Falando um pouco sobre a realidade da Prefeitura de Salvador. O senhor falou sobre um “excesso” de terceirizados e estruturas “desnecessárias” na prefeitura. Se vier a ser prefeito, como pretende resolver essas questões?

 

Kertész Hoje é muito difícil eu entrar em detalhes com você porque o conhecimento que eu tenho sobre o assunto é pelo o que eu vejo, mas para entrar em detalhes, eu teria que examinar com detalhes para ver as alternativas. Hoje seria uma imprudência falar sobre o que eu faria ou deixaria de fazer.

 

Política Hoje - Educação, saúde e arrecadação: o que é prioridade em cada área? Mesmo vendo de fora, ainda que o senhor não tenha dados precisos e objetivos sobre as áreas...

 

Kertész A primeira coisa que a educação deveria ser tratada com seriedade e que não é, em nenhum nível. Você tem alguns governos que tratam com seriedade. Eu acho até que hoje existe uma abundância de recursos, mas no Brasil não se trata educação com seriedade.

Política Hoje – Então, é uma questão de gestão?

Kertész É. Na saúde, é a mesma coisa. Você vê aí a saúde municipal cheia de problemas e a do estado também, não tem medicamentos...Acho que tudo envolve muito prioridades. Você tem que dizer assim: ‘vamos trabalhar por uma educação séria, afastar qualquer ingerência política’. Porque não pode tratar a educação como uma mercadoria política para eleger pessoas, isso não existe. A saúde é a mesma coisa. Precisa acabar com essa coisa.

Política Hoje – E a arrecadação? Todos dizem que é muito baixa para uma cidade como Salvador...

Kertész E é mesmo, mas tem muitas coisas que podem ser feitas para aumentar a arrecadação de Salvador.

Política Hoje – Por exemplo?

Kertész Muitos projetos para buscar dinheiro fora, do governo federal, e até de organismos internacionais. Quando fui prefeito, eu tinha uma ligação muito forte com o Banco Mundial e consegui muito dinheiro para a cidade, muitos recursos para o sistema de transporte. Agora, as pessoas precisam ter essa capacidade de ir, falar, discutir, resolver....

Política Hoje – Como seria uma política ou um conjunto de princípios, critérios, para concessão de alvarás para construção num eventual governo Mário Kertész?

Kertész – Aí a gente vai entrar na mesma coisa. Eu não quero detalhar nada disso porque seria uma imprudência minha parte. Agora, é evidente..Eu só vou dar um exemplo pontual: a Prefeitura deu licença para a escola Gurilândia funcionar na avenida Cardeal da Silva, que é uma avenida já totalmente tumultuada de trânsito e todo dia tem problema ali. E como é que dá uma licença dessas? Eu não sei. Você tem aqueles edifícios ali no Acupe, que estão sendo feitos pela OAS: 670 apartamentos numa área estreita. Ninguém da área de transportes foi ouvido antes da concessão daquilo. Em função da pressão que nós exercemos, com o jornal e com a rádio, felizmente a OAS está sentando com os moradores lá e buscando uma solução para o problema, já que foi dada a licença e ninguém vai parar a construção, né? Mas são dois exemplos pontuais para mostrar como essa coisa não está funcionando direito.

Política Hoje – E um dos reflexos acontece no trânsito. O trânsito de Salvador tem solução em médio prazo?

Kertész – Não, ele pode melhorar, mas solução, solução ele não tem não.

Política Hoje – A relação da Câmara de Vereadores com a Prefeitura sofreu uma abalo, digamos assim, com o episódio da escolha do modal de transporte para a avenida Paralela. Estremecimentos com a Câmara podem, conceitualmente, atrapalhar os planos do Executivo? Em que medida?

Kertész – Atrapalham, atrapalham, mas é uma questão de conversa. Assim como a Justiça, questão de liminares, o Ministério Público têm interferência muito grande na administração. Acho que o que falta é conversar: vamos sentar aqui, a cidade é nossa...Eu falo o seguinte: um juiz que concede uma liminar impedindo a regulamentação de trânsito, de carga e descarga, o trânsito que hoje é uma coisa caótica...O prefeito fez um decreto e esse decreto ficou um ano suspenso por causa de uma liminar da justiça. A pergunta que eu faço é a seguinte: o juiz que concedeu essa liminar ele não mora em Salvador? Ele não fica preso no trânsito? Fica, fica...Então, tem que chegar lá e dizer: ‘olha aqui, meu amigo, o que está acontecendo é isso, isso, isso’. Precisa conversar, botar a cara. O prefeito tem que botar a cara, falar, falar e assumir. Tudo bem: manifestações que bloqueiam a rua...é o governador que já deu uma ordem para a polícia, que não obedece, e fica nessa história: continua a acontecer todo dia. O prefeito tem que botar a cara e dizer: ‘eu acho isso um absurdo’. Ele tem que falar explicitamente e não ficar deixando...Porque, hoje é engraçado o que está acontecendo, tanto no governo quanto na prefeitura: surgem os problemas e ninguém fala, pronto. Você ouve: ‘tem um problema na área de saúde’. Você tem alguma resposta? Não. Fica esperando o quê? O novo problema apagar aquele anterior. Acho que está faltando a gente ver a cara do pessoal...Cadê? Na hora do problema, apareça, fale, se exponha, bota a cara até para tapa. Porque não é só botar a cara para tomar beijo, não.

 

Política Hoje - Em entrevista ao Política Hoje, o prefeito João Henrique disse que o “principal legado que vai deixar para Salvador é a quebra de paradigmas”. Na sua avaliação, qual é o legado que a administração de JH vai deixar?

Kertész – (risos). Aí, ó...A gente só avalia um defunto depois de ele morto e enterrado. Ele ainda é prefeito, então ainda pode deixar muitos legados: bons ou maus.

 

Política Hoje – Então, vamos considerar hipoteticamente que o mandato do prefeito terminasse hoje...

Kertész – Eu não conheço nenhum paradigma...Não, não...

 

Política Hoje – Deixando de lado os paradigmas, outro tipo de legado?

Kertész – Eu faço silêncio. Só pensando muito. Aí você precisaria me dar umas 72 horas para eu pensar.

 

Política Hoje – Com relação ao pedido que o procurador Regional Eleitoral Sidney Madruga fez à Promotoria Eleitoral para investigar se os outdoors que anunciam a série de entrevistas feitas pelo senhor são propaganda eleitoral antecipada: como o senhor avalia essa situação?

 

Kertész – Ele quer avaliar, avalie, não tenho nada contra isso. Agora, acontece o seguinte: quando eu botei esses outdoors eu não era nem filiado a nenhum partido político. Então, ele quer impedir o crescimento da Rádio Metrópole, do Jornal da Metrópole, da Metrópole TV? Porque só pode ser isso. Eu sou empresário, eu estou botando outdoor na qualidade de empresário. Se for assim, por que ele não fez a mesma coisa com Geddel, que está aí com o blog do Geddel? Geddel pode ser candidato a prefeito...Ou então no ano passado quando a Metrópole fez dez anos...Qualquer pessoa que aparecer num outdoor aí, Luciano Huck ou Xuxa deveriam ser investigados porque um dia podem querer se candidatar a alguma coisa. Ah, essa história de pré-candidato...Eu nunca disse que sou pré-candidato, eu não era nem filiado a nenhum partido político.

 

Política Hoje – Não vou perder a chance de perguntar uma segunda vez: Mário Kertész vai ser candidato a prefeito de Salvador? 

Kertész – Ah...(risos)

 

Política Hoje – Quando a gente vai saber a resposta?

Kertész – Só no próximo ano...

 

Política Hoje – Depois do Carnaval?...

Kertész – Provavelmente...Se eu lhe dissesse a você que sou pré-candidato eu estaria mentindo e eu não vou fazer isso.



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Língua solta
Atraso não é crime grave

"Se isso fosse crime grave não haveria cadeia no Brasil para colocar tanta gente que atrasa o pagamento de contas. O próprio TCE teve dificuldades em cumprir seus compromissos no ano passado". Do deputado estadual Zé Neto (PT), líder do governo na Assembleia Legislativa, sobre os atrasos nos repasses para as empresas terceirizadas que prestam serviço à Secretaria de Saúde da Bahia (Sesab) e, em função dos atrasos, têm precisado contratar empréstimos bancários para honrar seus compromissos financeiros. 

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